Nossa última manhã em Phuket foi carregada de pena… Amei tanto os dias que passamos lá que mesmo a expectativa quanto ao próximo destino – nada menos do que Koh Phi Phi – não era suficiente para apagar a melancolia de deixar um lugar tão bonito sem saber quando (e se) iria voltar… Mas, como diz o ditado, “o que não tem remédio…” – e assim embarcamos na van que nos levaria por cerca de 1 hora de estrada até o Rassada Pier, de onde parte a ferry para Koh Phi Phi. Hospedar-se em Mai Khao tem seus altos e baixos em termos de localização – é muito mais perto do aeroporto, mas muito mais distante do pier do que Patong. Como nós chegamos de avião, fomos embora de ferry, depois voltamos de ferry, passamos uma última noite em Patong e fomos embora definitivamente de avião, para nós acabou não fazendo muita diferença. De todo modo, teríamos que cumprir alguns deslocamentos chatinhos pela ilha…
Chegando ao pier, achamos todo o esquema de embarque bastante confuso e desorganizado. Sinceramente, não sei até hoje como embarcamos na ferry correta, e não em uma que nos levaria na direção oposta! 😛
A desorganização era geral mesmo… Fiquei muito mal impressionada com o lugar onde as malas eram “depositadas” – se é que se pode chamar a essa pilha de malas ameaçando revirar por cima das pessoas de “depósito de bagagem”… Não vi nenhum tipo de controle de peso de malas – e nem mesmo de número de passageiros! Muitas pessoas viajavam de pé ou sentadas pelo chão. Achei todo o esquema bem esquisito – e bastante perigoso mesmo. (Embora eu deva dizer que, na volta de Phi Phi para Phuket, a ferry era bem melhor e o número de passageiros, bem menor, o que tornou a viagem mais tranquila.)
O tempo de travessia não é longo e o Mar de Andaman costuma ser calmo. Logo avistamos o Ton Sai Pier, já em Koh Phi Phi.
Koh Phi Phi, na verdade, são duas ilhas: Phi Phi Don, a única habitada, onde há hotéis, resorts, lojas e restaurantes, e Phi Phi Leh, que abriga a famosa Maya Bay (aquela mesmo, que foi cenário do filme A Praia…) Escolhemos ficar hospedados em Had Yao, mais conhecida por seu nome em inglês, Long Beach, uma praia relativamente isolada, mas que provê fácil acesso de barco a Phi Phi Leh. Como tínhamos apenas metade do dia da chegada, o dia seguinte inteiro e metade do dia da partida, não queríamos perder mais tempo do que o estritamente necessário com deslocamentos… Contratamos no próprio hotel em que ficamos hospedados, o The Beach Resort, o transfer em longtail boat, esse barco típico das ilhas tailandesas – e ele já estava a nossa espera quando descemos da ferry.
A viagem foi rápida, mas nada confortável… Eu não sabia, mas é praticamente impossível não se molhar em um desses barcos – e isso vale não só para humanos, mas também para suas malas! Achei péssimo ver que não havia sequer uma proteção para as malas e bolsas empilhadas no barco, que chegaram à praia em frente ao hotel completamente encharcadas de água salgada. (Ainda bem que a minha malinha era bem resistente à água e protegeu direitinho todos os meus pertences!)
Fizemos rapidamente o check-in no hotel, deixamos a bagagem e fomos desbravar a vizinhança…
Em Long Beach praticamente só há hotéis pé-na-areia – a localização é perfeita para quem está em busca de sossego, e péssima para quem quer algum tipo de agito. Até é possível ir de Long Beach a outras partes de Phi Phi a pé, mas o acesso é feito pelas pedras, e completamente desaconselhado depois de escurecer. Por outro lado, há serviços de táxi em longtail boats! 😉
Todos os hotéis também têm restaurantes à beira-mar, então a alimentação não é problema – pode-se variar de restaurante todos os dias…
Ao longo da praia, vê-se muitos e muitos barcos, tantos quantos são os restaurantes da orla e os spas que oferecem massagens…
Logo fizemos uma pausa para tomar uma cervejinha e escolher o restaurante onde voltaríamos para jantar…
Aproveitamos também para escolher um passeio de barco a Phi Phi Leh em uma das muitas agências situadas à beira-mar, e deixamos tudo contratado para o dia seguinte. Pagamos cerca de 1500 baht (aproximadamente US$ 45) por pessoa pelo passeio de dia inteiro, em lancha, com o almoço incluído.
À noite, jantamos cedo e fomos dormir para poder aproveitar bem todas as belezas que nos aguardavam no dia seguinte…




















Carla,
Obrigada pelo post!
Não gostei nadinha dessa história do ferry, mas fiquei feliz por você já me preparar para os perrengues!
Bjs
A volta foi mais tranquila, Lu, não tivemos nenhum perrengue! Mas é sempre melhor ir preparada, né?
Ah, esqueci de comentar que depois eu li lá na Dri Everywhere que a gente não se perde porque eles organizam os grupos de acordo com a cor do adesivo que prendem na nossa roupa! http://drieverywhere.net/categoria/viagens/tailandia/phuket/
Carla, valeu muito ler este seu post. Tenho uma duvida…. Vc tentou ir de speedboat para phi phi? Estou achando o preço deste serviço tão caro, cerca de Usd 300,00 para mim e uma amiga. Meu voo so chega em Krabi ou phuket depois do horario do ferry. Estou num dilema se pago esta fortuna e sigo de speedboat ou faço uma parada em Krabi ou phuket para dormir e assim perder um dia …. O que vc acha?
Cris, eu nem cheguei a me informar sobre o speedboat para Phi Phi… Mas acho US$ 300 bem salgado! Considerando que a hospedagem em Phi Phi já é cara, isso pode acabar pesando no orçamento. Eu ficaria uma noite em Patong mesmo e seguiria na ferry do dia seguinte.
Ou, já que você chega de avião, quem sabe não vale a pena passar a primeira noite em Mai Khao? Ao menos você teria um gostinho de uma Phuket bem bacana… 😉
Carla,
Valeu mesmo pela dica de Mai Kao!!!! Vou fazer isto mesmo. Estou ate mais feliz!!!!!
Carla,
Dúvida idiota, mas vamos: comprei uma saída de praia tipo camisão com proteção UV e achei que ela ficou muito curta. Estou considerando usá-la com um short. Como o pessoal se veste na praia lá? Uma canga enrolada na cintura, por exemplo, seria muito estranho?
Obrigada, bjs
Lu, não é dúvida idiota, não… 😉
Eu usei muito uma saída de praia dessas tipo vestido, não muito comprida, até o meio das coxas mais ou menos. Ela me servia bem quando ia em passeios de barco (em que eu sempre usava maiô, não biquíni). Às vezes, principalmente quando ia emendar a praia com o almoço em algum restaurante, eu preferia usar short e camiseta, pra dar uma disfarçada no “modelito praia”… Pelo que observei, as pessoas usam de tudo na praia, provavelmente de acordo com os hábitos de seus países de origem. Uma canga enrolada na cintura, como você sugere, ficaria ótima combinada com uma camiseta para encarar qualquer programa! 😉
Obrigada, Carla!
Você acredita que quase não uso camiseta lá? Como sou muito branca, mesmo passando filtro solar nos braços, eu me queimo só de andar na rua. Em 2011, comprei umas batas (são feias!!!) de um tecido bem fininho que são bem frescas e cobrem parte do braço. De qualquer forma, vou levar uma camiseta! 🙂 Estou tendo que pensar com calma o que levar na mala, pois vou ficar 30 dias pingando de canto em canto e não queria deixar mala guardada no aeroporto. A ideia é viajar com uma mochila e uma mala de bordo. Não consigo viajar tão leve quanto a Camila!
Mais uma vez, obrigada!
Bjs
Lu, ninguém nesse mundo consegue viajar tão leve quanto a Camila, rsrsrs… 😉
Acho que com a mochila e a mala de bordo você não vai ter dificuldades, mesmo com as restrições das low cost. E viajando só no calor ou só no frio é bem mais fácil fazer uma mala enxuta.
Nós só deixamos no depósito do aeroporto de Bangkok a mala que estava com as nossas roupas de inverno e as comprinhas que já tínhamos feito no Camboja. Se estivéssemos viajando em um único clima nem teria sido necessário!
Só agora li o post (no trabalho não consigo ver as fotos) e descobri que vocês estavam falando de mim pelas costas! rsrs Gente, é possível sim! E eu ainda digo mais: viajar com uma simples mochilinha é viciante! 😉
Nada como descobrir que andam falando bem da gente pelas costas, né, Camila? 😉
Mas, a sério, eu acho super possível, sim, viajar com pouca bagagem! Na verdade, eu faço isso o tempo todo, desde que a viagem não seja para os EUA… 😛 Indo para os EUA eu já sei de antemão que vou trazer uns 20 livros no mínimo, além de roupas e sapatos novos, que sempre compro mesmo – então eu prefiro já levar a minha mala (relativamente vazia) para não ter que pensar nisso depois.
Se o destino não incluir os EUA (e minhas consequentes comprinhas!), eu não despacho numa boa! Já viajei até no frio com malinha de bordo, e isso antes de haver a facilidade dos sacos de compressão! Mas o meu ponto alto foi a semana que passei na Colômbia sem despachar, porque a bagagem incluía um netbook (que eu não levo mais depois que comprei o tablet) e a câmera grande com lentes extras e outras frescuras fotográficas – tudo porque eu tinha concluído o curso de fotografia e queria praticar!
Acho que a dificuldade não está na duração da viagem (porque tanto faz passar uma semana ou vários meses fora, desde que se lave a roupa…), mas nos climas diferentes que vamos encontrar. Eu consegui embarcar para VAM com uma malinha de 15 kg que continha roupas para inverno e verão – mas nunca em toda a minha vida vi uma bagagem se multiplicar tanto ao longo de 3 meses… 😀
Ola, Estou indo em janeiro para Kho Phi Phi e me hospedarei em Long Beach. Gostaria de saber se ha taxi boats a noite para podermos pasear em Kho Phi phi Don ?
Raquel, eu não usei o serviço de taxi boats, mas vi várias referências ao serviço noturno em fóruns de viagem!
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