Nas alturas!!!

Diz a piadinha corrente em La Paz: “Aqui temos o aeroporto mais alto do mundo, o estádio mais alto do mundo, a estação de esqui mais alta do mundo – só não temos os homens mais altos do mundo…” 😉 Com a vida levada assim, nas alturas, nada mais importante para o forasteiro do que adaptar-se da melhor forma possí­vel, e no menor tempo possí­vel, para não deixar de aproveitar a viagem.

A regra de ouro é caminar despacito y comer poquito, ou seja, não sobrecarregar o aparelho respiratório/circulatório nem o digestivo, para evitar o soroche, o mal de altitude. Mesmo para quem é “cão vira-lata” como eu e não sofre com enjôos ou qualquer outro tipo de complicações comuns em viagens, alguns efeitos são inevitáveis: um pouco de tontura e a sensação de falta de ar são esperados, mas passam em pouco tempo. Para prevenir qualquer sintoma mais grave, os hotéis servem uma xí­cara de mate de coca logo no check-in no nosso caso, como chegamos de madrugada, ficou para o dia seguinte, e eu tomei o meu matecito preventivo todos os dias no café da manhã. O resultado pode até ser psicológico, efeito da auto-sugestão, mas o fato é que não sofri absolutamente nada com o soroche. 😎

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Ah, é importante lembrar que o mate de coca não é droga, não, hein, gente! Tou fora de fazer apologia de substâncias ilí­citas… 😛 Não há nada de ilegal ou proibido no uso das folhas de coca na Bolí­via e no Peru – e o chá, sinceramente, não é mais estimulante do que o nosso inocente cafezinho… E as balinhas, então? Parecem uns caramelinhos de leite, uma delí­cia!

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Mas, se mesmo assim aparecer uma dor de cabeça mais forte, enjôos e/ou sangramentos nasais, é melhor tomar uma medida um pouco mais drástica, ou seja, Soroche Pills nas idéias! As pílulas são vendidas em qualquer farmácia e devem ser tomadas 3 vezes ao dia – e custam baratinho, cerca de US$ 0.30 a unidade.

Com as devidas precauções tomadas, é só manter o ritmo do caminar despacito y comer poquito para aprovechar mucho!!!

Notinha de desculpas antecipadas da blogueira: Pessoal, me desculpem se o blog andar meio abandonado por uns dias, Ok? Devo me mudar até o fim da semana, então a atolação está grande… Mas vou fazer o possí­vel para manter um certo ritmo nos posts, mesmo que esse ritmo seja leeeento… 😉

43 pensou em “Nas alturas!!!

  1. Carla, como você, também sou ‘vira-lata’ (e o estômago é de avestruz…): é difícil passar mal com alguma coisa. Também cheguei em La Paz vindo de São Paulo e fiquei muito bem. Tomei os meus chazinhos e tudo beleza!
    Aliás, gostei tanto que trouxe vários pacotes comprados no free-shop. O difícil foi convencer as pessoas que aquilo não tinha ligação nenhuma com os ‘tóxicos’ e que elas poderiam experimentar sem problemas 😀

  2. Oi, Carla, tudo bem? Vc, que é uma expert em Buenos Aires, já ouviu falar do hotel Howard Johnson Recoleta? Minha agente só conseguiu confirmar ele (para a última semana de agosto) e estou meio perdida, pois não consegui quase nenhuma informação sobre ele.

  3. Não deixa de comer carne de alpaca!

    E traz alguns saquinhos do chazinho bom para o Brasil. O efeito numa altitude civilizada é muuuuuuito mais forte do que 1.000 sacas de café.

  4. Arthur, sobrou pra você… 😆

    Jorge, vou caprichar na “novelinha”, pode deixar!!!

    Emí­lia e Mari, fico só imaginando a reação das pessoas aos inocentes chazinhos e balinhas… 😉 Bender, nem imaginei que numa “altitude civilizada” o efeito seria diferente!

    Patricia, dei uma olhadinha no site do hotel ( http://www.hjrecoleta.com.ar/es_home.html ) para descobrir a localização exata dele, e me pareceu bem legal. Você vai estar a 2 ou 3 quadras do coração da Recoleta e a uma caminhada de uns 15 minutos do iní­cio da Florida. O hotel em si não conheço, depois me conta o que você achou, tá?

  5. Aviso para todos : E absolutamente proibido entrar no Brasil com Cha de Coca. Se o policial encrencar, voce pode até ser preso e enquadrado por tráfico de entorpecentes. Eu recomendaria nem levar as balinhas. Sei que na Boliva é permitido, mas no Brasil não o é…

  6. Tem razão, Ernesto, eu esqueci de dizer isso aí­ em cima às meninas! Li sobre essa proibição antes de viajar e lá também me informaram que eu não deveria comprar o chá ou as balinhas para trazer pra casa porque o Brasil proí­be a entrada de qualquer produto derivado de coca… Não arrisquei, não! 😉

  7. Carla,

    Ufa ainda bem que voltou!!!! O Peru sacudiu nessa noite!!!

    Falando de coisa boa! Agora fiquei curioso para saber qual efeito do chá aqui em Amsterdã 3 metros abaixo do ní­vel do mar.

    Rsrsrsrsrs!!! Devo achar em algum smart shop por aqui aí­ conto para vocês.

    Bjo!

  8. Gente, nem me digam, fiquei apavorada vendo o noticiário!!! Eu já tinha ficado impressionada enquanto estava lá com a quantidade de plaquinhas marcando as zonas seguras em caso de terremoto, mas, caramba!, não imaginava que a coisa pudesse ficar feia assim!

    Marcio, por essas bandas aí­ você deve encontrar, sim… Depois me conta! 😀

  9. Uma tristeza…o timing da viagem foi perfeito, ainda bem.
    Ernesto…que perigo! Trouxe na maior tranquilidade, que sorte que não fui parada…uma amiga minha tinha trazido para mim, vi nos free-shops, nem pensei nessa possibilidade.
    É por isso que, quando se viaja…tem que pesquisar e ler muito. Nessa eu não fiz minha lição de casa direito 🙄

  10. Nossa, que tristeza mesmo – quanta destruição, quantos mortos, feridos, desabrigados… E essas tragédias sempre adquirem contornos mais pessoais quando acontecem em algum lugar que a gente conhece… O mundo é mesmo muito pequeno para quem gosta de viajar…

  11. Eu levei Cha de Coca pro Brasil !!!! E três pacotinhos (rs)

    Carla parabéns pro sobreviver a altitude ! Eu não gosto nem do cheiro do cha de coca, me deixou traumas !!!!!!!! Vc foi naquela rua das bruxas comprar um feitiço ? 😉

  12. Carla, também não sofri do tal soroche. 🙂 Mas meu guia queria me convencer que eu poderia sofrer e que tinha que descansar, foi uma briga. Se não tive no Himalaya, teria ali? Enfim, ele me fez tomar o tal mate de coca que é uó de horroroso.

    Aaaah o Tienda é uma graça. Adoro demais, acabei voltando lá, o cebiche era muito suave.

    Vou linkar teu blog no meu, parece que andamos pelos mesmos lugares, yay!

    besos e boa sorte na mudança 😀

  13. Caaaaaaaaarla, menina, preciso te contar: comprei as SOROCHE PILLS em Lima. Paguei 80 soles no pacotinho. Chego no hotel e vejo a composição: ÁCIDO ACETILSALIC͍LICO. Ainda bem que são baratinhas na Bolí­via, fui assaltada na farmácia pra comprar Aspirina 😆

  14. Dani, eu fui na rua das bruxas, sim, vou postar aqui no blog assim que a bagunça permitir!

    Karina, eu não chequei a composição das Soroche Pills – putz, aspirina?!? Ainda bem que na Bolí­via gastei pouco… Mas sabe que eu AMEI o mate de coca? Bom, eu amo chás em geral… 😉

    Vou te linkar aqui também!

  15. Carla

    Foi bom tê-la encontrado na convenção! Voce é muito simpatica pessoalmente ! Pena que voce não entrou em contato, fizemos um passeio diferente em SP, no Jardim Botanico, seria um prazer te -la convidado!

  16. Ernesto, foi um prazer encontrar vocês todos pessoalmente!!! Foi uma pena que acabou não dando tempo de entrar em contato, passamos boa parte do tempo fazendo uns programinhas bem turí­sticos… 😉 Gostei muito de estar em São Paulo – acho que dessa vez, com as dicas que vocês me deram, tive uma experiência mais interessante, mais divertida, mais “autêntica”… Espero voltar outras vezes! Afinal, Rio e São Paulo ficam tão perto que vale programar visitas mais freqüentes!

  17. Provei, sim, Arnaldo! E achei bem gostosa, não tem nenhum gosto diferente – parece caramelo de leite, sabe? 🙂 E você, chegou bem de viagem?

  18. Carla, me empolguei com os seus relatos e vamos fazer o roteiro Bs. As. / Uruguai, em janeiro, detalhe: me enrrolei toda com a compra do Buquebus. Qual desses devo comprar?
    – Buque directo (3 hs)
    – Buque E.I. (3 hs) + Bus MVD (2:30 hs)
    – Buque Rapido (1 hs) + Bus MVD (2:30 hs)
    – Buque Rapido Sin Bodega ( 50 min. ) + Bus MVD (2:30 hs)
    Não sei qual a diferença.

  19. Rosa, eu comprei o buque directo para ir de Buenos Aires a Montevidéu – você vai em 3 horas, sem escalas. As outras opções, que incluem ônibus, são para ir de barco até Colonia del Sacramento e depois de ônibus até Montevidéu. Talvez sejam um pouco mais baratas – mas aí você tem que ver se a baldeação e o tempo extra vão valer a pena… Eu achei mais interessante passar 3 direto no barco, onde você pode se locomover, ir ao free shop, tomar um café, do que ficar só um pouquinho no barco e o resto do tempo no ônibus. Ah, “bodega” é o compartimento para carros no barco – se você não estiver levando um carro, não te faz diferença se o barco tem bodega ou não.

  20. Obrigada Carla, tudo esclarecido agora.
    Fiquei em dúvida porque você pagou 60 dólares quando foi e agora está 198 pesos, mas vou fazer direto, como você recomendou. Bjs e obrigada mais uma vez. Estou salvando o roteiro Bolívia/Peru para quem sabe no próximo ano…

  21. Ok Carla.
    Acho que vamos gastar 2.000 dólares, 12 dias de viagem, 03 cidades e muitos passeios. As passagens vamos usar milhas TAM, voo saindo de BsB.
    Suas dicas foram preciosissimas para montarmos o nosso roteiro, super obrigada.

  22. Olá. Parabéns pelo seu blog. Uma ajudinha! Esse ano (2011) fui ao Peru. Indescrití­vel. Quando fecho os olhos, já aparece o fabuloso país e sua cultura. Estou pensando em visitar a Bolí­via. Você que visitou os dois, há muita diferença? Ou invisto em outro pais da América Latina? (Excetuando, já visitei Chile e Argentina)
    Abraço
    Carlos

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